Webinar da RP Info discutiu as variáveis que devem ser analisadas em processo de expansão

O varejo é um setor em franca expansão e com diversas oportunidades de crescimento. Porém, por ser impactado por inúmeras variáveis, é fundamental que os empresários estejam preparados e atentos a todas elas para conseguir crescer de maneira sustentável. Para ajudar neste processo, o último webinar da Rodada de Webinars da RP Info, realizado em parceria com a R-Dias, abordou o tema “Expansão dos supermercados e novos formatos de lojas”.

A quantidade de canais diferentes disponíveis ao consumidor aumentou muito e já não é uma alternativa para o varejista não ter vários canais. Depois de um certo porte, o varejista tem que começar a atender esta visão da multicanalidade, pois hoje em dia é o consumidor quem escolhe onde ele quer comprar e não a empresa que decide que tipo de loja vai colocar para ele.

Alexandre Ribeiro, da R-Dias, explicou os modelos e os fatores que as diferenciam e afirmou que nos últimos três anos o atacarejo cresceu mais do que nos últimos 15. Devido ao custo inferior com os serviços e pela demanda maior nos últimos tempos, as redes estão optando por abrir mais este modelo do que os demais. “Talvez, chegue um momento em que os grandes centros passem a não ter mais espaço para estes canais, mas ainda não é o caso”, disse Ribeiro.

O mercado de fusões e aquisições no setor está em alta e há oportunidades tanto para quem quer vender quanto para quem quer comprar.

Neste cenário, os varejistas precisam estar cada vez mais bem preparados e focados em melhorar a gestão de suas lojas. “Ele precisa de um ERP que dê sustentação, de processos bem estruturados, ser competitivo e, cada dia que passa, expandir as fronteiras de eficiência”.

O grupo Rondelli participou da webinar e falou que abriu o atacarejo por uma necessidade de mercado, para poder se recolocar e competir com as demais. Segundo o diretor de operações da RP Info, Rodrigo Ferst, há uma tentativa de montar cenários híbridos, com supermercados com uma formatação de atacarejo. “O cliente tem o supermercado, mas ele coloca o porta pallet, traz o estoque da loja, dá a sensação de volume e trabalha com algumas linhas de produtos de preços variados em decorrência da quantidade. Ou seja, ele continua sendo um supermercado, mas com alguns preços de atacarejo”.

Ribeiro falou que o atacarejo surgiu como um modelo único, mas hoje existe o atacarejo raiz, que trabalha sem serviço, e o que oferece mais serviços. “O modelo híbrido seria a loja justa, que é de varejo, com menos serviço do ponto de vista de atendimento manual, mas tem mais processos automatizados e centralizados. Portanto, ela consegue ter uma despesa mais baixa, oferecer um segundo preço para volume e trabalhar dentro de uma dinâmica interessante”, explicou.

O nível de serviço deve ser condizente com o preço que a loja cobra e o posicionamento mercadológico muda conforme o atrativo de cada modelo. “Se o atacarejo quer sobreviver ele precisa manter os seus pilares e o varejista precisa se proteger do atacarejo sendo muito bom em perecíveis”, disse Ribeiro.

 

Expansão

 

Existem dois caminhos para a expansão: fusões e aquisições X crescimento orgânico. Alexandre destacou a importância de estar atento às oportunidades de lojas disponíveis no mercado.

“Temos clientes com processos bem formatados e equipes bem estruturadas que conseguem expandir de forma rápida mesmo sem fazer grandes aquisições”, ressaltou Ferst.

Entre os cases apresentados no webinar está o Super Maxi, que inaugurou 9 lojas em 2020 e que assumiu outras lojas da região graças a uma visão das oportunidades do mercado. Milson Borges dos Santos, diretor da rede, contou que o grupo trabalha com um conceito de loja de vizinhança, está atento às oportunidades nos bairros e que trabalha a unidade de acordo com o público de cada região. Devido à expansão, também foi necessário investir na ampliação do CD. “Nossas lojas são padronizadas e as mais velhas estamos reformando para seguir o padrão de layout, comunicação visual e fachada igual. Contamos, ainda, com um sistema de ERP que oferece todo o suporte para nós”.

Antes de expandir, é fundamental que a empresa esteja com processos bem estruturados. “A expansão é um processo perigoso. Ou você arruma a casa e tem as coisas mais sólidas e consistentes, com bons processos de gestão comercial, de governança, de controladoria e operação, ou você pode acabar fazendo uma expansão em cima de uma estrutura que não esteja pronta para crescer”, alertou Ribeiro.

Quando é decidido pela fusão e aquisição, é preciso primeiramente entender se vai trabalhar com capital próprio ou investidor e se fará o negócio crescer por estratégia ou por oportunidade. Em relação aos pontos chave para o sucesso tem a questão de intermediação entre quem está comprando e quem está vendendo, as ponderações, os cálculos e as análises dos riscos de aquisição, além da atenção com os pontos mercadológicos e fiscal, que oferecem aspectos críticos para quem vai comprar.

Também é preciso ter atenção na eficiência operacional e analisar a cultura, o talento e as sinergias do negócio. “A loja ou empresa adquirida precisa passar por uma transição para que as duas empresas falem a mesma língua nas operações”, atentou Ribeiro.

A eficiência financeira é outro ponto que merece cuidado. O controle de resultados deve ser feito de forma que garanta um olhar para os ganhos que estavam previstos, junto com a padronização e a captura de resultado por parte das sinergias críticas.

 

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